Hoje, dia 23 de agosto, faz exatamente 15 dias que eu e o D. saímos de BH para virmos morar em Vizag (pronuncia-se "Vaizek"), mas era para ser 16 dias.
Explico: nosso voo estava marcado para as 22 horas do dia 07 de agosto e nos preparamos nesse dia, tudo certinho. Bom...certinho da nossa parte. Fui com meus pais e irmão para Confins e lá encontrei o Daniel com a família dele, que se atrasou um pouco porque teve um acidente no caminho. Embalamos nossas malas (prevenir nunca é demais) e fomos fazer o check-in. Aí é que está: se não é sofrido não é Galo da nossa parte estava tudo certinho, da parte da Azul não estava. Nosso voo foi cancelado e estavam mandando todos os passageiros para um voo da Gol que iria pra Campinas e, de Campinas, pra Guarulhos. O grande porém era que não conseguiríamos pegar nossa conexão pra Dubai a tempo. Ficamos em Confins durante umas 02 horas tentando encontrar uma solução para o imbróglio; foi um liga pra Azul de Guarulhos, pra Emirates (empresa que faz os voos pra Dubai), conversa pra lá, conversa pra cá tão grande, que nosso voo foi remarcado pro dia 08. Voltamos pras nossas casas e, no dia seguinte, lá estávamos de novo. Mas, de novo, se não é sofrido não é Galo o engarrafamento não ajudou e, dessa vez foi comigo; enquanto o D. estava chegando em Confins, eu estava na Pedro I, no meio de um engarrafamento tão monstro, mas tão monstro, que tivemos que pegar um caminho alternativo e torcer pra Cristiano Machado estar melhor. Chegamos lá a tempo, os abraços foram dados, os conselhos também e dessa vez foi tudo bem.
Chegamos em Guarulhos ainda faltando 05 horas pro voo de Dubai (que sairia à 01:25 da manhã). Jantamos e ficamos fazendo uma horinha lá no terminal. Embarcamos e decolamos nos horários previstos. O avião da Emirates é uma coisa à parte, sério. Quando apagam as luzes e está escuro do lado de fora, ativam umas luzinhas no teto da aeronave e fica parecendo um céu estrelado, quando do lado de fora o Sol está nascendo ou se pondo, deixam uma luz ambiente imitando o laranja do céu do lado de fora. Achei isso o máximo! A comida também era ótima e eu "assisti" (dormi em) 04 filmes - O Hobbit, Alice no País das Maravilhas, Muppets (02 vezes) e Cinderella. Com 14 horas de voo, deu pra dormir e acordar, e dormir e acordar...e dormir e acordar um monte de vezes! Hahaha! Foi um voo longo, cansativo, mas tranquilo. É muito, mas muito legal passar na divisa do dia e da noite mundial (dá pra ver direitinho onde está de dia e onde está de noite da janelinha do avião e é muito bonito ver o sol nascendo e se pondo). A única coisa ruim era um cara parente do Cascão ao nosso lado (era ele se mexer e o estômago embrulhar).
Chegamos em Dubai por volta de meia noite e já fomos pro terminal internacional pra pegar o voo pra Calcutá. O aeroporto de Dubai é maravilhoso e o freeshop de lá deve ter mais loja legal que um shopping; e é iluminadíssimo, cheio de letreiros em LED, uma coisa louca.
Ficamos em um restaurante muito bonitinho onde o D. pediu uma Stella e eu uma coca. Na hora em que nossos pedidos chegaram, quase caí pra trás com o tamanho da taça de Stella (era de 500ml)! Hahaha! A latinha de coca era a segunda mais bonitinha que já vi na vida (a primeira era a versão mini dessa mesma latinha, que eu trouxe pro hotel, que jogaram fora - #xatiada) e, na hora em que a conta chegou, foi outro momento de capote pra trás. Não é nada barato, amiguinhos. Uma latinha de Coca custa cerca de 10 reais (um beijo, Grandão)!! A essa altura já nem sabia mais que hora era e que dia era, só sei que pegamos mais um avião, dessa vez pra Calcutá. O avião também era da Emirates, mas era mais modesto. O voo era de 04 horas, então deu pra ver um filme (Os Croods) e dar uma cochiladinha. Foi neste voo que experimentei a comida indiana pela primeira vez e gostei bastante. Era ovo mexido bem temperado com três bolinhos empanados e uma massa redonda, lembrando um pastel. Muito gostoso.
Chegando em Calcutá, lá de cima, no avião, dava pra ver que era uma cidade cheia de árvores e já deu pra ter uma primeira impressão da tal pobreza indiana que é tão falada. As construções são muito diferentes, parecendo inacabadas e talvez isso dê a impressão de pobreza...enfim. Desembarcamos, passamos pela imigração e já tivemos dificuldade com a língua. O D. conseguia entender mais ou menos o que o agente falava e eu não entendi nadica de nada. Pegamos nossas malas e saímos do aeroporto. Tinha um motorista do hotel (com chapeuzinho de chofer e tudo) nos esperando lá na porta e, saindo, eu quase morri de calor. Fomos de carro pro hotel e, sério, eu queria passar o resto da minha vidinha no quarto do hotel, de tão lindo. Tomamos banho e dormimos um pouquinho, porque, mesmo dormindo horrores no avião, o cansaço não vai embora. Lá para as três da tarde do sábado voltamos pro aeroporto pra finalmente virmos pra Vizag. No aeroporto, nós esquecemos minha mala de bordo no scanner e estávamos felizes comendo um sanduíche de pimenta (eca!) quando demos falta da mala; fomos buscar e parecia até que tínhamos deixado uma bomba na mala, pela preocupação que o pessoal estava! Hahaha! No aeroporto vimos também o nível de burocracia que rola: pra entrar no aeroporto tivemos que mostrar nossas passagens; nossas malas passaram por um primeiro scanner; fomos pra fila da cia aérea, nossa mala deu excesso de peso (são 15kg aqui) e tivemos que ir para outro lugar pagar, pagamos e voltamos pro guichê para despachar as malas; passamos por um scanner de pessoas e mala de bordo (uma fila pra mulher e uma fila pra homem e foi aqui que esquecemos a mala de bordo); pra entrar no corredor que dá no avião tivemos que mostrar as passagens; no corredor tivemos que mostrar as bolsas e mala e, pra entrar no no avião mostramos a passagem de novo (a repetição da palavra "mala" é justamente pra cansar a leitura e te aproximar do nosso cansaço, com tanta burocracia). O voo foi bem tranquilo, apesar de termos decolado e pousado com chuva.
Colocamos os pés em Vizag com alguma chuva e pegamos um táxi aqui pro hotel (era para um motorista do hotel nos esperar, mas nos desencontramos). O caminho aeroporto-hotel é um pouco longo e aí sim vimos a loucura do trânsito indiano: moto, buzina e gente na contra-mão a rodo! O taxista não falava inglês, então ficamos rezando pra ele ter entendido o local que queríamos ir. Hahaha! Aventura! Mas correu tudo muito bem e chegamos aqui no hotel, que é muito lindo by the way. O casal de ingleses que somos amigos estava nos esperando, já muito preocupados, e ficaram aliviados com a nossa chegada. Colocamos nossas coisas no quarto e fomos jantar. Adivinha o que eu comi?? CARNE DE BOI! Bisteca, pra ser mais precisa e, não sei se era a fome, mas foi a melhor carne que já comi na minha vida! Hahaha! Ei-la:
Então é isso.
Isso tudo foi a nossa viagem de dois dias pra chegar aqui.
Até a próxima.
Nossa, Ana, cansei com você! Meu Deus! Que luta! Mas tenho certeza que valeu - e está valendo a pena, não é mesmo? Sei bem o que é isso... Não passei por taaaaaaaanto stress, mas chegar aqui tb não foi bolinho não... Bem, vou aguardar mais postagens, pois vou amar conhecer a Índia através dos seus textos. Bjoks!
ResponderExcluirEstá valendo sim! Todo dia tem uma coisa nova, nem que seja uma palava nova que aprendo. Como foi chegar aí? São quantas horas de diferença?
ResponderExcluirJá já coloco mais coisas sobre a Índia!
Beijinhos!