sábado, 4 de janeiro de 2014

1k de amor

1000dias
Deem um desconto, porque desenhei isso usando a canetinha e o ps do GNote e tinha zero XP nisso. Agora tenho 1%. Rá!

Primeiro de tudo: clica na imagem acima e dá o PLAY! YEAH!

Não me lembro de ter sido o tipo de namorada que se importa com data e coisas afins nos namoros passados, nem com o Dani eu sou assim, mas, no dia em que completamos 2 anos e meio como namorados, me veio a ideia de ver quanto isso era em dia. Lembro que deu um número próximo a 1000 e, como começamos a namorar um pouco depois que nos conhecemos, me veio a curiosidade de ver se já tínhamos 1000 dias de convivência. Fiz a conta e vi que completaríamos esses mil dias em pouco menos de 03 semanas. Coloquei o lembrete no celular, mas nem precisava: esse dia é hoje, dia 04 de janeiro de 2014, contando com ano bissexto e tudo. Então o primeiro post de 2014 é pra gente, pra ele, pro amor.

Quando se vê esse número, assim, todo se mostrando, parece muito tempo. Mas, todos sabem, tempo é relativo. Pra mim, por exemplo, esse tempo todo que conheço o Dani passou voando, ao mesmo tempo que tenho lembranças - que parecem ter acontecido há dez anos - de logo quando nos conhecemos: andando ali perto da casa abandonada ao lado do Colégio Santo Antônio, conversando sobre música, e eu falando que achava graça na letra de uma música da Florence; ou sentados ali dentro da Status (antes de terminar a reforma da Savassi), desenhando o logotipo do time de futebol da faculdade; ou até conversando sobre nossos amigos na Praça da Liberdade, depois que ele teve um dia longo e estava queimando de febre.

O tempo foi passando pra gente, começamos a namorar e ele já fazia uma diferença enorme na minha vida. Não por ser namorado, entenda, mas porque ele é assim, simplesmente: te desafia a pensar sobre coisas que você não quer. Com um pouco mais de tempo de namoro ele se mudou pra Vitória, a trabalho, e era bem difícil manter o contato que tínhamos. Mas era amor (e ainda é), então as coisas foram se ajeitando naturalmente. Depois de Vitória, ele não parou mais. Moramos juntos, ele foi pro Rio, pra Ouro Branco...passamos muito tempo separados. Não tivemos muitos problemas com isso. É amor. No começo do ano passado veio a notícia de vir pra Índia, vieram também muitas dúvidas e algumas decisões precipitadas, mas, de novo, as coisas foram se ajeitando e, por fim, viemos, juntos.

A vida não é das mais fáceis aqui, para nenhum de nós dois, cada um a seu jeito. Mas temos momentos só nossos, entre simplicidades, que são incomparáveis. Crescemos juntos. No começo éramos nós dois, hoje somos o que éramos + um pouco de mim dentro dele e um pouco dele dentro de mim (mentes poluídas, fiquem de boa - haha). É um ser o suporte do outro nos dias complicados e um ser a alegria do outro nos dias em que o humor insiste em ficar pra baixo. Acordo feliz, às 05 da manhã pra beijá-lo e desejar que tenha um bom dia de trabalho. O recebo muito feliz, quando, ao fim do dia de trabalho, o ouço de longe, do corredor do hotel, cantando "eu volteeeeii, agora pra ficaaaarr...". Ele já sabe, mas tenho muito orgulho da força, determinação e inteligência que ele tem, do cuidado comigo, do amor em tudo o que ele coloca a mão. Amo quando ele me dá o sorriso mais sincero que já vi em alguém. Ele é meu cúmplice, meu companheiro de vida, minha companhia preferida - mesmo que pra ficar em silêncio, lendo, de mãos dadas na cama - , meu modelo pra treinar fotografias (mesmo quando ele faz cara feia pra mim), é meu ouvinte, meu incentivador, meu coração, meu amor. É alguém que me ensina muito, a cada momento, e que eu definitivamente quero ter pra vida toda ao meu lado. Quero que esses 1000 dias se tornem a vida toda.

só love, só love
só love, só love

sábado, 21 de dezembro de 2013

Diwali e o dia de vestir saree

diwali7

Fiquei 700 anos e meio sem escrever
porque estava viciada em Grey's Anatomy de novo
,  mas agora volteeei para contar mais um pouco sobre costume e tradições indianas! Yaaaaayy! :)

No dia 02 ou 03 de novembro, se não me engano, foi celebrado o Diwali aqui em Vizag. Conversando com o pessoal aqui do hotel, descobri que esse feriado é conhecido como o Festival das Luzes (nome legal, né?). Em algumas partes da Índia, inclusive aqui em Vizag, o Diwali é um festa em comemoração à volta do Rei Ramachandra  (ou só Rama) ao seu reino, após 14 anos de exílio em uma floresta.

Momento "Senta que lá vem história": O que contam é que o pai de Rama (o Rei de Ayodhoya, Dasharatha) era casado com 03 mulheres (Koshalayá, Keykaví e Sumitrá) e teve 04 filhos (Rama, Bharata - HAHAHAHAHA BARATA! -, Lakshamana e Shatrughan). Rama era o filho mais velho e sua mãe era a rainha Koshalayá
(olha, difícil escrever esses nomes)
e deveria ser o próximo Rei, de acordo com a vontade de Dasharatha, porém, Keykaví, ciumenta, queria que seu filho, Bharata (HAHAHAHAHA! NÃO CANSO DE RIR DESSE NOME), fosse o próximo Rei e usou dois desejos que seu marido havia lhe concedido, enviando Rama, sua esposa (Sitá) e seu irmão (Lakshamana), em exílio, para as florestas, por 14 anos. Durante esse tempo, Rama passou por várias dificuldades e lutas nessa floresta (que seria um subcontinente ao sul da Índia, provavelmente onde é o Sri Lanka hoje em dia - aliás, tem mais histórias que envolvem o Sri Lanka) e, em uma delas matou Ravana, um rei demoníaco que tinha tomado Sitá como esposa (dor de corno detected). O Diwali marca a volta de Rama para seu reino, em uma noite sem lua, guiado pelas dipika (lamparina a óleo) que a população de Ayodhya colocou por toda a cidade, junto com fogueiras, celebrando o Retorno do Rei (não é o do Senhor dos Anéis).

Voltando ao cotidiano, a forma de celebrar o Diwali hoje em dia é iluminando a cidade com pisca-piiiiisca e fogos de artifício! Então imagina a felicidade dessa garota aqui, que nem adora essas duas coisas! ^^

Outra coisa que me falaram foi que as pessoas gostam de colocar uma roupa nova para passar o dia do Diwali e, então, eu pensei que seria uma ótima oportunidade de (finalmente) vestir meu Saree! Pra quem não sabe (maioria das pessoas que eu conheço), quando você compra um saree, você toma um susto, porque é um véu gigante que vem com um quadradinho pra você mandar fazer a blusa. Isso mesmo! Você não compra já pra vestir e "pronto, estou linda". Você compra, separa um pedaço do pano, vai à costureira e ela faz a blusa certinha com o seu gosto e corpo. Eu, por exemplo, escolhi manguinhas mais bufantes e um recorte sedutor (AHAHAHAHAHA) nas costas. Essa blusa fica pronta entre 05 a 07 dias e, pra variar, é muito barato de fazer! Acho que foram uns 15 reais! Score!

acho que tinha uma dessa na casa de vó Ely.
Acho que tinha uma dessa na casa de Vó Ely
Eles inventaram a cropped há milênios!
Eles inventaram a cropped há milênios!
costas seeensuais e manguinhas bufantes
Costas seeensuais e manguinhas bufantes
Aqui no hotel, pra comemorar o Diwali, colocaram vários sacos de areia com vela, guiando até a praia e, lá tinha algumas coisas pirotécnicas para nós brincarmos (e eu ficar com medo de tudo pegar fogo, pra variar). Soltaram vários rojões, fogos de artifício e deram pra gente umas varetinhas com centelhas na ponta, tipo aquelas velas de aniversário, só que gigantes. Ao final nos deram um doce, que eu estava crente que era coxinha e morri de decepção. Foi uma confraternização bem legal entre os hóspedes e funcionários do hotel. Noite legal!

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Avada Kedavra!
Avada Kedavra!
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Anusha e Sangita
Anusha e Sangeeta
a coxinha disfarçada
coxinha disfarçada
Sonali, uma das (se não a) pessoas mais legais daqui do hotel.
Sonali, uma das (se não a) pessoas mais legais aqui do hotel
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É um costume também, no dia do Diwali, dividir doces com amigos e familiares e a Siemens Índia deu pra gente uma caixa com doces típicos indianos. No dia seguinte, abrimos a caixa e dividimos com os funcionários da recepção e restaurante aqui do hotel. :)

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Até a próxima!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Pão de queijo e pastel

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Uma coisa que o Howard falou em um dos jantares que eu, ele e o Dani tivemos foi que ele acha a culinária brasileira incrível e que muitos brasileiros, quando viajam, sentem muita falta do arroz com feijão, bife e salada; da picanha com farofa  e vinagrete; do pãozinho francês no café da manhã. Bom, eu, brasileira, devo ser mais uma que entra pra essa estatística. Hahaha! Mas, não fiquei sem meu arroz com feijão, pão de queijo e pastel por muito tempo. Há alguns meses conhecemos um casal aqui em Vizag. Ele é alemão e ela..tchantchantchaaaaan: BRASILEIRA!
Um pouquinho depois que nos conhecemos, fui à casa dela e ela fez feijão, arroz branco, faroooooooofaaa e salada de macarrão! <3 <3 <3  Morri de felicidade! Hahaha! Daí que, em um belíssimo dia, eu e a Cathy recebemos o convite de comer PÃO DE QUEEIJO na casa dela (detalhe que ela já sabia que consegue me comprar fácil com comida)! Reservei um carro aqui no hotel e fomos. Para a felicidade geral das convidadas, o cardápio incluía pastel de queeeeeijo (cottage, para sermos saudáveis), boa bebida, bom papo e ótima companhia. Foi uma tarde muito agradável que eu gostaria de repetir, se não fosse o fato que essa brasileirinha está láááá na Alemanha agora! Monique, querida, se você ler aqui, saiba que desejamos (eu, Dani e Cathy - sei que ela também) tudo de bom pra você e pro Fabi! Vocês são ótimos e, se nos encontramos na Índia, o resto do mundo é fichinha! Muitos beijos!

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