sábado, 21 de dezembro de 2013

Diwali e o dia de vestir saree

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Fiquei 700 anos e meio sem escrever
porque estava viciada em Grey's Anatomy de novo
,  mas agora volteeei para contar mais um pouco sobre costume e tradições indianas! Yaaaaayy! :)

No dia 02 ou 03 de novembro, se não me engano, foi celebrado o Diwali aqui em Vizag. Conversando com o pessoal aqui do hotel, descobri que esse feriado é conhecido como o Festival das Luzes (nome legal, né?). Em algumas partes da Índia, inclusive aqui em Vizag, o Diwali é um festa em comemoração à volta do Rei Ramachandra  (ou só Rama) ao seu reino, após 14 anos de exílio em uma floresta.

Momento "Senta que lá vem história": O que contam é que o pai de Rama (o Rei de Ayodhoya, Dasharatha) era casado com 03 mulheres (Koshalayá, Keykaví e Sumitrá) e teve 04 filhos (Rama, Bharata - HAHAHAHAHA BARATA! -, Lakshamana e Shatrughan). Rama era o filho mais velho e sua mãe era a rainha Koshalayá
(olha, difícil escrever esses nomes)
e deveria ser o próximo Rei, de acordo com a vontade de Dasharatha, porém, Keykaví, ciumenta, queria que seu filho, Bharata (HAHAHAHAHA! NÃO CANSO DE RIR DESSE NOME), fosse o próximo Rei e usou dois desejos que seu marido havia lhe concedido, enviando Rama, sua esposa (Sitá) e seu irmão (Lakshamana), em exílio, para as florestas, por 14 anos. Durante esse tempo, Rama passou por várias dificuldades e lutas nessa floresta (que seria um subcontinente ao sul da Índia, provavelmente onde é o Sri Lanka hoje em dia - aliás, tem mais histórias que envolvem o Sri Lanka) e, em uma delas matou Ravana, um rei demoníaco que tinha tomado Sitá como esposa (dor de corno detected). O Diwali marca a volta de Rama para seu reino, em uma noite sem lua, guiado pelas dipika (lamparina a óleo) que a população de Ayodhya colocou por toda a cidade, junto com fogueiras, celebrando o Retorno do Rei (não é o do Senhor dos Anéis).

Voltando ao cotidiano, a forma de celebrar o Diwali hoje em dia é iluminando a cidade com pisca-piiiiisca e fogos de artifício! Então imagina a felicidade dessa garota aqui, que nem adora essas duas coisas! ^^

Outra coisa que me falaram foi que as pessoas gostam de colocar uma roupa nova para passar o dia do Diwali e, então, eu pensei que seria uma ótima oportunidade de (finalmente) vestir meu Saree! Pra quem não sabe (maioria das pessoas que eu conheço), quando você compra um saree, você toma um susto, porque é um véu gigante que vem com um quadradinho pra você mandar fazer a blusa. Isso mesmo! Você não compra já pra vestir e "pronto, estou linda". Você compra, separa um pedaço do pano, vai à costureira e ela faz a blusa certinha com o seu gosto e corpo. Eu, por exemplo, escolhi manguinhas mais bufantes e um recorte sedutor (AHAHAHAHAHA) nas costas. Essa blusa fica pronta entre 05 a 07 dias e, pra variar, é muito barato de fazer! Acho que foram uns 15 reais! Score!

acho que tinha uma dessa na casa de vó Ely.
Acho que tinha uma dessa na casa de Vó Ely
Eles inventaram a cropped há milênios!
Eles inventaram a cropped há milênios!
costas seeensuais e manguinhas bufantes
Costas seeensuais e manguinhas bufantes
Aqui no hotel, pra comemorar o Diwali, colocaram vários sacos de areia com vela, guiando até a praia e, lá tinha algumas coisas pirotécnicas para nós brincarmos (e eu ficar com medo de tudo pegar fogo, pra variar). Soltaram vários rojões, fogos de artifício e deram pra gente umas varetinhas com centelhas na ponta, tipo aquelas velas de aniversário, só que gigantes. Ao final nos deram um doce, que eu estava crente que era coxinha e morri de decepção. Foi uma confraternização bem legal entre os hóspedes e funcionários do hotel. Noite legal!

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Avada Kedavra!
Avada Kedavra!
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Anusha e Sangita
Anusha e Sangeeta
a coxinha disfarçada
coxinha disfarçada
Sonali, uma das (se não a) pessoas mais legais daqui do hotel.
Sonali, uma das (se não a) pessoas mais legais aqui do hotel
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É um costume também, no dia do Diwali, dividir doces com amigos e familiares e a Siemens Índia deu pra gente uma caixa com doces típicos indianos. No dia seguinte, abrimos a caixa e dividimos com os funcionários da recepção e restaurante aqui do hotel. :)

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Até a próxima!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Pão de queijo e pastel

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Uma coisa que o Howard falou em um dos jantares que eu, ele e o Dani tivemos foi que ele acha a culinária brasileira incrível e que muitos brasileiros, quando viajam, sentem muita falta do arroz com feijão, bife e salada; da picanha com farofa  e vinagrete; do pãozinho francês no café da manhã. Bom, eu, brasileira, devo ser mais uma que entra pra essa estatística. Hahaha! Mas, não fiquei sem meu arroz com feijão, pão de queijo e pastel por muito tempo. Há alguns meses conhecemos um casal aqui em Vizag. Ele é alemão e ela..tchantchantchaaaaan: BRASILEIRA!
Um pouquinho depois que nos conhecemos, fui à casa dela e ela fez feijão, arroz branco, faroooooooofaaa e salada de macarrão! <3 <3 <3  Morri de felicidade! Hahaha! Daí que, em um belíssimo dia, eu e a Cathy recebemos o convite de comer PÃO DE QUEEIJO na casa dela (detalhe que ela já sabia que consegue me comprar fácil com comida)! Reservei um carro aqui no hotel e fomos. Para a felicidade geral das convidadas, o cardápio incluía pastel de queeeeeijo (cottage, para sermos saudáveis), boa bebida, bom papo e ótima companhia. Foi uma tarde muito agradável que eu gostaria de repetir, se não fosse o fato que essa brasileirinha está láááá na Alemanha agora! Monique, querida, se você ler aqui, saiba que desejamos (eu, Dani e Cathy - sei que ela também) tudo de bom pra você e pro Fabi! Vocês são ótimos e, se nos encontramos na Índia, o resto do mundo é fichinha! Muitos beijos!

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

50mm e muito amor pelos dias de folga

Sobre amor e os melhores dias aqui (com essa playlist):

50mm

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<3

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E toda vez que vier
Felicidade vai trazer
A cada vez que quiser
Basta a gente querer
Ser desta vez a melhor

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Durga Puja e o Ciclone

Nas semanas dos dias 08 a 16 de outubro aconteceu aqui na Índia uma festa religiosa chamada Durga Puja (acho que puja significa celebração ou festa, porque tem puja de quase todo deus aqui -haha). Já expliquei um pouco sobre isso aqui, mas vale aprofundar. O Durga Puja (clica ali pra saber um pouquinho mais sobre essa celebração) acontece em toda Índia e dura 09 dias (cada cidade adota um feriado diferente dentro destes 09 dias, mas tem um feriado nacional no dia 12). A experiência que tivemos aqui no hotel foi inicialmente legal, um meio de espera e um final de boa. No dia 08 (ou 09, não lembro) montaram uma tenda e um altar na quadra de tênis e decoraram com pisca-pisca (amor define) e, no primeiro dia, os rostos de Durga e de seus 04 filhos estavam cobertos (me explicaram aqui no hotel que é uma tradição cobrir rosto momentos antes da hora principal do acontecimento; como uma noiva cobre o rosto para o noivo - ou algo semelhante a isso). Mostrei aqui no instagram as estátuas com os rostos cobertos e chega a dar um certo medinho (né, Monique?! ^^). No dia seguinte, o jornal que cobria o rosto das imagens foi retirado e começaram a vir visitantes ao hotel para rezar.

Ganesh, Lakishmi, Dona Durga descendo o cacete no demônio-búfalo, Saraswati e Karttikeya
Ganesh, Lakishmi, Dona Durga descendo o cacete no demônio-búfalo, Saraswati e Karttikeya
Achei aqui e aqui, respectivamente, a história de amor entre Shiva e Durga/Parvati/Adishakti, dividida em duas partes. É uma leitura interessante, pra quem gosta deste tipo de mitologia.

Bom, voltando ao Durga Puja, o principal dia de celebração foi no dia 12 de outubro, Dia das Crianças, de Nossa Senhora Aparecida e DUM MALDITO CICLONE CHEGAR NA COSTA DA BAÍA DE BENGALA! O Dani já me falou na quinta-feira, dia 09, que esse mastermega ciclone estava vindo e eu, como boa medrosa, já fiquei com um nó no estômago. Hahaha! Claro que, na sexta fiquei tranquila, porque esqueci completamente dessa coisa. Estava no restaurante do hotel aqui ao lado com a Cathy (a queniana mais querida do universo) e com a Monique (brasileira que me salva e me compreende aqui), de boa, curtindo uns bons drink e um chicken tikka (sabor pimenta!) até que a irmã da Cathy ligou falando pra ela sair da cidade, porque o ciclone era animal, ia matar todo mundo, COOOORREEE! Aí pronto. Meu medinho reascendeu dentro do meu âmago. Hahaha! O negócio foi que eu vi que a Cathy estava bem preocupada, então eu tive que tentar amenizar as coisas e ser racional. A Monique estava de boaça, na dela, quase rindo da nossa cara. Hahahahaha! Fomos pro hotel procurar informação e as notícias eram um pouco aterrorizantes, haha, nada ajudava. Diziam que era o pior ciclone em 14 anos e que sua extensão era metade da Índia; que sua força era proporcional a do Katrina, de Nova Orleans; que o último desse que teve matou cerca de 10 MIL pessoas na costa da Índia...tudo muito bad trip. A má notícia era que Vizag estava no meio das cidades que seriam atingidas pelo Ciclone (que tem nome, mas ó: nem lembro direito, nem sei falar), mas o detalhe afastava a preocupação: Vizag também era a última cidade  a ser atingida dentro do raio do ciclone. Então, o que acabou acontecendo foi uma maré mais alta, ondas enormes (mas que quebravam no meio do mar mesmo), uma chuva fina e o tambor do Durga Puja firmão, o dia todo.

Normalmente as ondas não quebram assiiiimmm nessa pedra.
Normalmente as ondas não quebram assiiiiiiiimmmm nessa pedra
Passamos o feriado dentro do quarto, vendo seriados e filmes (Lost Boys, clássico, RIP Sessão da Tarde). Não vi nem indício de vento quando, às nove e pouca da noite, o ciclone chegou no continente a 200km/h. Soube que foram cerca de 14 mortos no total e que o país tinha se saído muito bem nas ações preventivas. No dia seguinte estava ventando beeem e o mar estava beeeem bravo, mas tudo na maior paz.

Meu saldo do ciclone foi:

700 chamadas da mãe no skype, morrendo de preocupação;
alguns eps da primeira temporada de Grey's Anatomy;
Lost Boys na conta;
Daniel me xingando porque eu queria ver tuuuudo sobre o ciclone, em hindi mesmo, e ele querendo ver filme;
curtir o vento fresco no dia seguinte. :)

Na segunda-feira de Durga Puja os meninos da Siemens vieram mais cedo pro hotel, então fomos comprar uma 50mm pra câmera e foi uma pena que não consegui tirar mais fotos com ela da festa, porque desmontaram tudo no dia seguinte (eu achei que ficaria até quarta-feira).

Até a próxima, polvo!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Rushkonda Beach e o dia em que nos sentimos mais próximos do Brasil

Como disse aqui, o nosso último fim de semana foi mais badalado (tenho 63 anos) que o normal e, no domingo, fomos a uma praia nadável aqui de Vizag. A praia é relativamente perto do Hotel e fomos eu, D e H. Estão rolando algumas manifestações na cidade por conta da separação do Estado em dois (Andhra Pradesh) e, para esse domingo, estavam marcados vários fechamentos de vias. O motorista que tínhamos reservado não pôde nos acompanhar, então tivemos que esperar por um motorista do Hotel. Foi até tudo ok e fomos pra praia por volta de 11 da manhã, então IMAGINEM o Sol do capeta! Coloquei meus óculos redondinhos de garrafa PET, passei meu
Sundown
protetor solar e fui encarar a praia indiana! Chegando lá, tirando as roupas de banho das mulheres, achei até bem parecido com o Brasil. É cheio de barraquinha vendendo quinquilharia e vendedor ambulante (de coco, de chapéu e tal). Escolhemos um lugar bem pra lá, bem deserto para ficar, então conseguimos ficar mais à vontade. Consegui ficar até de biquíni (não tirei o short). Meu negócio com praia é que acho o maior barato de ver as ondas, o mar, ouvir e sentir o vento no rosto, mas não curto tanto entrar no mar com aquela imensidão salgada. Deu pra esquecer por alguns minutos que eu estava tão longe do Brasil. Fiquei de boa, lá, no Sol, olhando nossas coisas, saindo do "branco sulfite" e indo pro "branco parede velha", até que veio um cara de muletas e se sentou perto de mim. Eu, como não entendia nada que o cara falava ignorei e os meninos vieram pra perto de mim. O cara fazia gesto pedindo comida e nós dizíamos que a gente não tinha nada, só água (demos água a ele e o sujeito jogou a garrafa vazia no mar! Vontade de socar level mil.)  . Continuamos lá, conversando até que o cara foi embora e VOLTOOOU com um outro (sem muletas). Daí ficaram os dois lá, um na nossa frente e o outro atrás, pedindo comida e dinheiro e a gente dizendo que não tinha. Isso cansou, ficou chato, então decidimos voltar pro hotel e ficar na piscina.

E o dia passou assim, com bastante Sol, um refresco na água morna da piscina, pizza no almoço e filme bobo pra fechar (o filme foi o Warming Bodies). Quase um domingo rotineiro no Brasil.

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Meu óculos redondinho de garrafa PET e 20 dilmas. Bom pra cegar.
Meu óculos redondinho de garrafa PET e 20 dilmas. Bom pra ficar cega.

só não caí de susto quando vi esse MONSTRO pertiiinho de mim porque estava deitada.
só não caí de susto quando esse MONSTRO pertiiiinho de mim porque estava deitada

esse foi pego no pulão e ficou me encarando uns 05 minutos. Eu virava o rosto e voltava rápido pra ver se ele tentava correr e ele CORRIA! Danado!
esse foi pego no pulão e ficou me encarando durante uns 05 minutos. Eu virava o rosto e voltava rápido pra se ele tentava correr e ele CORRIA! Danado!

Hashtag felicidade
Hashtagfelicidade

Pra quem quiser ouvir, a trilha da manhã foi essa (para ouvir é só clicar na imagem):

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É boa pra ouvir em manhãs de Sol gostoso (achei aqui).


  • Nocturne Op. 9 No. 1 In B Flat Minor (Rubinstein) F. Chopin

  • Lake In The Moonlight Tchaikovsky

  • The Very Thought Of You Ray Noble & His Orchestra

  • Dance Of The Sugarplum Fairy Tchaikovsky

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Miss Vizag e Novotel

Nosso último fim de semana foi mais movimentado que o normal. Como o Dani trabalha de segunda a sábado, acaba que só temos o domingo (e os 700 feriados que essa Terra Linda tem) juntos para ficar de preguicinha ou dar uma volta, mas tivemos um evento no sábado para ir e foi bacana ter todo aquele processo de embelezamento da pessoa. Hahaha - avá! O evento que fomos era o concurso de Miss Vizag, no Novotel (hotel MARAVILHOSO que dá vontade de morar no restaurante e bar - tem chão iluminado! Luzes sempre me ganham muito fácil), mas que foi cancelado por causa de protestos de feministas (acho que femininistas do jeito machista de ser, porque...não combina com o resto todo daqui) berrando no portão. Dava pra ouví-las gritando e eu e o Dani ficamos dublando os gritos com o tipo "Baranga! Sai daí! Eu sou mais Miss que você! Mocréia!". Pra mim, no fundo, bem no fundo, era recalque. Como já estávamos lá no Novotel e já tínhamos nos arrumado e estávamos bonitinhos, resolvemos ficar para jantar. Olha, esse trem de que na Índia não tem carne é lorota demais (mentira, não é tão lorota, tem carne e tal, mas é MUITO caro para o padrão de vida indiano - R$01,00 são mais ou menos 27 rúpias e a maior parte da população ganha mal) porque, mais uma vez, comemos carne e foi uma das mais gostosas da vida!

Bar do Novotel me ganhando só pelo chão
Bar do Novotel me ganhando só pelo chão iluminado
tá. o dani comeu carne e eu comi massa, mas é claro que eu provei dessa belezura.
tá. O Dani comeu carne e eu comi massa, mas é claro que eu provei dessa belezura

*fotos do samsung galaxy sFOOOOUUUURRR (favor ler do mesmo jeito do menino do "Niintendo 64!!" - pra quem não sabe o que é, é só clicar aqui)

domingo, 22 de setembro de 2013

Templo SKM Lakshmi e Vuda Kailasgiri

Oooláá! E aí? Cês tão bão?! - só sentindo falta de ouvir uma mineiridade. Hahaha!

Bom, cá estou eu mais uma vez pra mostrar (mais) um pedacinho  de Vizag pra vocês! Êêêê! :)

Dessa vez vamos pra uma parte mais espiritual da coisa. Durante estes dias estão ocorrendo alguns momentos religiosos aqui na Índia. No dia 09 de setembro foi feriado de culto ao Sri Ganesh (aquele deus com quatro braços e a cabeça de elefante) e, no domingo seguinte, é o primeiro dia de colocá-lo na água. Esse ritual de colocar o Sri Ganesh na água dura 10 dias e, dentro destes 10 dias, é fácil de ver a praia cheia de gente, colocando seus "Ganeshes" no mar. Estou falando por alto, porque tradições assim têm muito mais história e costumes por trás. Do dia 08 ao dia 16 de outubro é celebrado o Durga Puja, que é a comemoração da vitória do bem contra o mal, quando Durga (mãe de Ganesh, esposa de Shiva, deusa suprema) vence o maligno búfalo-demônio Mahishasura. Perdi um pouco o foco...mas, entãão, voltaaando à parte em que eu iria mostrar coisas daqui a vocês, um dia antes deste feriado do Ganesh, fomos ao Templo de Sri Kanaka Maha Lakshmi (ou apenas Lakshmi) que, junto com seu irmão, Ganesh (estamos todos em família aqui), é associada à riqueza. Porém, Lakshmi também é "a personificação do amor em forma feminina, esposa do aspecto divino Vishnu (que tem como um dos avatares o famoso Krishna), o sustentador do universo na religião hindu. É personificação da beleza, da fartura, da generosidade e principalmente da riqueza e da fortuna. Este aspecto divino é sempre invocada para amor, fartura, riqueza e poder. É o principal símbolo da potência feminina, sendo reconhecida por sua eterna juventude e formosura." (wikipédia). Curiosidade: normalmente atribui-se a Lakshmi o símbolo da suástica (sim, a que Hitler usava), que representa sucesso e vitória.

No templo, tínhamos que retirar os calçados, guardar em um cantinho e entrar com os pés no chão mesmo. Nós passamos por uma entradinha, onde pagamos nossas entradas,  e chegamos à imagem principal da deusa. Lá, algumas pessoas nos deram leite para cobrir a imagem e pós indianos para fixar na cabeça dela e nas nossas. De lá, fomos a um local com um tapete vermelho e, na ponta do tapete, tinha outra imagem, com um homem entregando pra gente alguns pós pra colocarmos nas nossas testas (de novo). Teve uma hora que nos deram água com alguma erva, na mão, para bebermos. Primeiro beberam o D e o Mike (que foi conosco) e depois fui eu. Sóóóó queeee o grande porém foi que os meninos NÃO beberam dessa água! E eu, toda feliz, toda enganada, bebi tudinho! Não era uma água muito boooa, nããoo. E deixava um certo ranço na garganta, mas, de boooaa! #joinha

Tinha algumas pessoas lá dentro do templo, e muitos pediram que eu tirasse fotos deles com gente, deles entre eles, das coisas (estavam fazendo uma festa com a nossa presença) e eu ganhei duas pulseirinhas! <3

Eu, toda feliz, com meu terceiro olho e a mão suja de pó indiano.
Eu, toda feliz, com meu terceiro olho e a mão suja de pó indiano - altar principal lá atrás.
Altar ao fim do tapete vermelho, onde bebi a água.
Altar ao fim do tapete vermelho, onde bebi a água.
D e Mike
D e Mike
D e Mike[/caption]

Ainda compro um saree
Ainda compro um saree
Tooodo mundo quer tirar fotos
Toooodo mundo quer tirar fotos

Depois do templo Lakshmi, fomos a um lugar que achamos que era outro templo, mas descobrimos ser um parque. O nome do lugar é Vuda Kailashgiri e é lá que tem aquele letreiro que mostrei no post que eu contava sobre o Vuda Park (e minha infecção alimentar)! :)

O lugar lá é muuuito lindo e muito bem cuidado. Tem uma vista de embasbacar qualquer um e, como é mais alto, não faz tanto calor! Ganhou meu coração! Tem uma livrariazinha e, tipo um templo de um homem, chamado Meher Baba, que acreditam ter sido a encarnação de Buda, Krishna, Jesus, etc e esse cara ficou uns bons anos sem falar e coisa e tal. Entramos descalços lá também. O parque é mais pela beleza que por qualquer outra experiência e se tem, também, um passeio de bondinho (que estava fechado) e um de trenzinho (que não vale a pena). Na entrada, ficam alguns vendedores e comprei uma carteira e uma miniatura de Ganesh por R$3,80! :O Achei ótimo!

Depois voltamos pro hotel, almoçamos e ficamos de preguicinha pro feriado no dia seguinte! <3 feriados!

Entrada do parque, Mike e D
Entrada do parque, Mike e D
Dê-talhe
Dê-talhe
Lhes apresento Sheeva e Durga, pais de Ganesh, Lakshmi e mais dois deuses.
Lhes apresento Shiva e Durga, pais de Ganesh, Lakishmi e mais dois deuses
Mais de perto
Mais de perto
Tem uma miniatura dos dois ao lado dos dois e a orelhinha de um cachorro maroto, na sombra do quadril da deusa.
Tem uma miniatura dos dois ao lado deles e a orelhinha de um cachorro maroto no sombra do quadril da Durga/Parvati

Cheidecor


Menininha sapeeeeca que estava dentro do templo
Menininha sapeeeeeca que estava dentro do templo

VK8

suco de uva engarrafado
suco de manga engarrafado
única vista muito legal do passeio de trenzinho.
única vista muito legal do passeio de trenzinho

Pra acabar, vou falar o nome do parque de novo, porque adoro esses nomes cheios de "shhh":  Vuda Kailashgiri

Até a próxima, galero!

Beijos, beijos e...mais beijos!